
Livro de Condolências
Neste espaço, convidamos todos aqueles que conheceram e estimaram Eugénio José da Cruz Fonseca a deixar uma mensagem de carinho, homenagem e solidariedade à família.
Que as palavras aqui partilhadas possam guardar a memória de Eugénio José da Cruz Fonseca e transmitir conforto e força a todos os que sofrem com esta perda.
A sua memória permanecerá sempre nos nossos corações
Foi com profunda tristeza que recebi a notícia do falecimento de Eugénio da Fonseca, figura incontornável da ação social da Igreja em Portugal e testemunha perseverante de uma caridade que procurou sempre fazer-se proximidade, compromisso e defesa da dignidade de cada pessoa.
Ao longo de décadas, Eugénio da Fonseca colocou as suas capacidades, a sua inteligência e uma extraordinária dedicação ao serviço dos mais pobres e vulneráveis. A sua longa responsabilidade na Cáritas Portuguesa, bem como o seu empenho no voluntariado e em tantos outros âmbitos da pastoral social, deixaram uma marca profunda na Igreja e na sociedade portuguesa.
Não se limitou a falar dos pobres: procurou conhecê-los, escutá-los e fazer com que a sua voz fosse ouvida. Via na pobreza não uma fatalidade perante a qual nos devamos resignar, mas uma interpelação à consciência, à responsabilidade e à solidariedade de todos. A sua intervenção pública foi, por isso, marcada pela defesa determinada da justiça social, pelo apelo à responsabilidade coletiva e pela convicção de que o serviço aos mais frágeis pertence ao próprio coração da fé cristã.
O seu testemunho recorda-nos que a caridade não é apenas uma obra que realizamos, mas uma forma de olhar o outro e de habitar o mundo. Naqueles que sofrem, Eugénio da Fonseca soube reconhecer rostos concretos, histórias concretas, irmãos concretos. E levou consigo para a oração aqueles que encontrava no serviço quotidiano, deixando perceber quanto a proximidade aos pobres se tinha tornado parte da sua própria experiência de Deus.
Neste momento de separação, quero exprimir a minha proximidade e sentidas condolências à sua família, aos seus amigos, à Cáritas, à Confederação Portuguesa do Voluntariado e a todos quantos com ele partilharam tantos anos de serviço e compromisso.
A morte enche-nos de tristeza, mas não possui, para os cristãos, a última palavra. Em Jesus Cristo ressuscitado recebemos a esperança de que a vida não termina, mas é transformada, e de que todo o bem realizado por amor encontra em Deus a sua plenitude.
Confio Eugénio da Fonseca à misericórdia do Pai, a quem tantas vezes confiou os pobres que encontrou ao longo da vida. Que o Senhor o receba na sua paz e lhe conceda a alegria da Vida eterna.
Lisboa, 12 de agosto de 2026
† RUI, Patriarca de Lisboa
https://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?id=13707
Ao longo de décadas, Eugénio da Fonseca colocou as suas capacidades, a sua inteligência e uma extraordinária dedicação ao serviço dos mais pobres e vulneráveis. A sua longa responsabilidade na Cáritas Portuguesa, bem como o seu empenho no voluntariado e em tantos outros âmbitos da pastoral social, deixaram uma marca profunda na Igreja e na sociedade portuguesa.
Não se limitou a falar dos pobres: procurou conhecê-los, escutá-los e fazer com que a sua voz fosse ouvida. Via na pobreza não uma fatalidade perante a qual nos devamos resignar, mas uma interpelação à consciência, à responsabilidade e à solidariedade de todos. A sua intervenção pública foi, por isso, marcada pela defesa determinada da justiça social, pelo apelo à responsabilidade coletiva e pela convicção de que o serviço aos mais frágeis pertence ao próprio coração da fé cristã.
O seu testemunho recorda-nos que a caridade não é apenas uma obra que realizamos, mas uma forma de olhar o outro e de habitar o mundo. Naqueles que sofrem, Eugénio da Fonseca soube reconhecer rostos concretos, histórias concretas, irmãos concretos. E levou consigo para a oração aqueles que encontrava no serviço quotidiano, deixando perceber quanto a proximidade aos pobres se tinha tornado parte da sua própria experiência de Deus.
Neste momento de separação, quero exprimir a minha proximidade e sentidas condolências à sua família, aos seus amigos, à Cáritas, à Confederação Portuguesa do Voluntariado e a todos quantos com ele partilharam tantos anos de serviço e compromisso.
A morte enche-nos de tristeza, mas não possui, para os cristãos, a última palavra. Em Jesus Cristo ressuscitado recebemos a esperança de que a vida não termina, mas é transformada, e de que todo o bem realizado por amor encontra em Deus a sua plenitude.
Confio Eugénio da Fonseca à misericórdia do Pai, a quem tantas vezes confiou os pobres que encontrou ao longo da vida. Que o Senhor o receba na sua paz e lhe conceda a alegria da Vida eterna.
Lisboa, 12 de agosto de 2026
† RUI, Patriarca de Lisboa
https://www.patriarcado-lisboa.pt/site/index.php?id=13707
